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14/03/2004 16:42
Pensei em me alterar mais uma vez, pra ver se chego ao ponto que quero.
Quando achei que devia esquecer alguém, quando tive medo de perder e de falar abertamente sobre os meus pensamentos, quando tive medo de agir como boba e de ser controlada por sentimentos, quando me deparei com a possibilidade dessas coisas, resolvi fugir, criar uma barreira, tornar-me mais realista, mais racional... E isso por duas vezes seguidas.
Então, agora tudo é mais fácil, ao menor indício de que posso amar e de que posso me machucar, altero meu sentimento, racionalizo, bloqueio a mim mesma e me altero.
Desde então passei a desconfiar do amor, a desconfiar de mim e ser feliz pela metade. Há muito tempo eu imaginava que em algum lugar do mundo existia alguém que sofria como eu e que tudo mudaria quando nos encontrássemos, completaríamos um ao outro e esqueceríamos a tristeza ou compartilharíamos dela, felizes por ter alguém com quem compartilhar. Algum tempo depois eu pensei que talvez essa era uma imaginação infantil que nada tinha de verdadeira, que o motivo da minha tristeza era mais cinza do que isso.
Agora estive pensando se deveria voltar naquele tempo, em que tinha alguma esperança de algum brilho, sem ser opaca como essa em que vivo e esperar o príncipe do cavalo branco... Ao menos seria divertido ver a vida com essa perspectiva, ainda que fosse imaturo, eu não ficaria horas sem sorrir e sem pensar como faço agora, apenas tentando me contentar e viver a vida que tenho, sem muita esperança e vendo tudo com lógica e raciocínio.
Então, pensando melhor, acho que deveria encontrar o ponto de equilíbrio: nem parar de sentir pra pensar, nem parar de pensar pra sentir, apenas sentir um pouco - seria divertido -, e pensar um pouco - seria necessário.
Ah!, e já que todo mundo faz isso:
Ouvindo: Chevelle - Closure (que não é a melhor música deles) e muitas outras da banda.
enviada por Marcely
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